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23/03/2020

Emater/RS-Ascar avalia safra da uva e orienta sobre manejo pós-colheita

Emater/RS-Ascar avalia safra da uva e orienta sobre manejo pós-colheita

A safra da uva está praticamente concluída na Serra Gaúcha, onde são cultivados 38 mil hectares da fruta, com uma redução de 20% no volume estimado inicialmente, que é de 790 mil toneladas, passando para 632 mil toneladas, porém com qualidade superior, de acordo com o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini, Instituição que atua em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). Ele também dá algumas recomendações para os viticultores para o manejo pós-colheita.

Entre os fatores climáticos que contribuíram para esta quebra de safra estão o excesso de chuva em novembro de 2019, em plena florada, que raleou bastante o cacho, provocando abortamento de flores; e o déficit hídrico (estiagem) e bastante insolação a partir de dezembro, época de enchimento da baga e maturação. “O fator positivo foi a qualidade da fruta colhida, só comparada às safras de 2005 e 2012, quando também ocorreram estiagens. Essa qualidade diz respeito à cor, sabor, concentração de açúcares e à ausência de podridões, fator importante para a produção de derivados de alta qualidade. Essa qualidade foi valorizada, tendo a uva uma precificação acima do preço mínimo que foi estipulado pela Conab, compensado em parte a perda no volume produzido”, esclarece Todeschini.

O extensionista também orienta sobre o manejo pós-colheita. Além dos cuidados tradicionais com a incidência da Mufa (míldio), no intuito de manter o dossel vegetativo (copa) sadio, ele alerta que está aumentando bastante a incidência da doença chamada Mancha das Folhas, principalmente na variedade Bordô e suas derivadas, e também na Niágara rosada, cultivada em ambiente protegido e destinada à mesa. “Essa mancha só surge de dezembro em diante, na maturação e pós-colheita, pois depende muito de calor, e deprecia muito a vinha. Se não tiver controle, há uma perda de folhas antecipada e enfraquece a parreira para a safra seguinte. Então, recomenda-se tratar pelo menos duas vezes a cada 15 dias com produtos químicos específicos, lembrando que o sulfato de cobre (calda bordalesa) não controla essa doença”, frisa o engenheiro agrônomo.

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Caxias do Sul
Jornalista Rejane Paludo 

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