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27/05/2019

Cultivo da mandioca é tema de dia de campo em São Borja

Cultivo da mandioca é tema de dia de campo em São Borja

Durante a tarde de quarta-feira (22/05), aconteceu um Dia de Campo sobre o Cultivo da Mandioca, na propriedade de Edir José Nadalon, na Localidade de São Marcos, em São Borja. O evento recebeu em torno de 40 pessoas e foi organizado pela Emater/RS-Ascar do município e Embrapa Clima Temperado, de Pelotas.

O dia de campo teve como objetivo levar aos produtores informações técnicas sobre o manejo da cultura, visando ao aumento da produtividade. Foram apresentados os índices produtivos obtidos na unidade de observação implantada com dez cultivares de mandioca, sendo cinco deles repassados pela Embrapa e outros cinco, locais. Além disso, foram mostradas as principais características de cada cultivar, destacando seus aspectos positivos e negativos.

Na primeira estação, o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Clima Temperado, José Ernani Schwengber, falou sobre o trabalho desenvolvido pela empresa e a importância de eventos como o dia de campo para aproximar a instituição do agricultor. Na sequência, explicou como funciona a pesquisa visando ao melhoramento da mandioca, destacando a importância do agricultor na seleção e validação de novas variedades.

O pesquisador apresentou as características de produção e propriedades das cultivares fornecidas pela Embrapa e implantadas na unidade de observação. Destacou as cultivares com tons de polpas amarelos, ricos em carotenóides, pigmentos conhecidos por sua ação antioxidante e protetora contra doenças do envelhecimento.

Finalizou falando sobre aspectos relacionados ao manejo da cultura e abordou questões técnicas relacionadas à produção de mudas de qualidade para o sucesso da cultura, citando o projeto Reniva, coordenado pela Embrapa e que ajuda produtores a multiplicar plantas de mandioca com qualidade.

Na segunda estação, o extensionista rural do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de São Borja, Odacir Decol, apresentou os resultados da avaliação das cultivares implantadas na unidade de observação instalada na propriedade de Edir José Nadalon. Também abordou sobre o potencial para a geração de renda da cultura da mandioca quando comparado com outras culturas de grãos. Destacou o crescimento do mercado para a mandioca minimamente processada (descascada), sendo a implantação de agroindústria uma excelente alternativa.

A terceira estação ficou a cargo do analista do Setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Clima Temperado, Lirio Reichert, que falou sobre alternativas para a segurança alimentar e geração de renda na agricultura familiar que a Embrapa vem desenvolvendo.

Apresentou novas tecnologias voltadas aos agricultores familiares, destacando seis novas cultivares de batata-doce, dois cultivares de feijão, três de amora preta e um de arroz, apresentando as características e manejo de cada um deles. Com relação às cultivares de batata-doce, apresentou a forma desenvolvida pela empresa para produção de mudas, processo esse que o próprio produtor pode fazer a partir de uma muda matriz.

Na quarta e última estação, a extensionista social do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de São Borja, Naira Cardoso, abordou sobre a importância da mandioca na alimentação, destacando a presença que a cultura tem na alimentação das famílias e em praticamente todas as propriedades. Destacou a versatilidade e ampla utilização, tanto para consumo humano como para alimentação animal. Citou as diferentes formas de utilização da raiz, falando também sobre a qualidade nutricional da mandioca e comparando a outros alimentos. Ao final, repassou orientações de como armazenar a mandioca crua, visando manter a qualidade.

De acordo com Odacir Decol, através do dia de campo foi possível apresentar aos agricultores familiares informações sobre novas cultivares de mandioca e manejo da cultura, dando subsídio principalmente para aqueles que comercializam, para que possam ter acesso a novas cultivares com maior potencial produtivo, com características que atendam às exigências do consumidor.

"Entendo que a cultura da mandioca representa uma alternativa muito interessante para a agricultura familiar, principalmente através da venda da mandioca minimamente processada ou através da comercialização de subprodutos, como a farinha, a tapioca, pães ou bolos. Estas são demandas crescentes em função do aumento de pessoas com intolerância ao glúten", destaca.

Segundo Decol, também foi possível apresentar aos agricultores alternativas de produção para subsistência e com grande potencial de venda, além de qualificar e potencializar o que já é cultivado nas propriedades.

No encerramento do dia de campo, foi servido um lanche com pratos doces e salgados à base de mandioca e batata-doce. Participaram do evento representantes da Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Fepagro.

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Bagé
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues 

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