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09/08/2018

Gestão sustentável da propriedade é demonstrada em dia de campo de Giruá

Gestão sustentável da propriedade é demonstrada em dia de campo de Giruá

A gestão sustentável da propriedade foi o assunto que atraiu agricultores de diferentes pontos de Giruá ao dia de campo promovido na propriedade onde vivem o casal Rosane e José Carlos Falabretti Camargo e seus três filhos, na localidade de Passo das Pedras. No evento realizado nesta terça-feira (07/08) foram compartilhadas experiências e conhecimentos técnicos desenvolvidos na propriedade, através do Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, executado pela Emater/RS-Ascar, sob coordenação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR).

O grupo foi recepcionado pela família e pelos técnicos do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar. Na oportunidade, a agricultora Rosane Camargo relatou a história da família, destacou o trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) e a forma como é estimulada a sucessão familiar. O chefe municipal da Emater/RS-Ascar, Diogo Danda, destacou o trabalho desenvolvido pela Instituição através do Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar (PGSAF), com acompanhamento continuado e sistemático da propriedade e decisões em conjunto com a família, a partir da elaboração de diagnóstico e posterior execução de plano de gestão. “Esta proposta foi construída a partir de demandas apresentadas pelos próprios agricultores. Para planejar a gestão da propriedade é preciso considerar a visão sistêmica da propriedade, nas esferas social, econômica e ambiental, uma vez que as atividades estão interligadas”, destacou Danda.

Os participantes acompanharam também estação que apresentou as formas de alimentação animal, das abundantes pastagens existentes na propriedade e a área de milho destinada para silagem. No total, são 54 vacas em lactação e 32,5 hectares destinados à atividade leiteira. Nesta perspectiva, a produção de leite chega a 12 mil litros de leite por hectare ao ano, conforme destacou o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar em Sistemas de Produção Animal, Ivar Kreutz, que coordenou a estação.

A irrigação das pastagens foi tema da outra estação, conduzida pelo engenheiro agrônomo José Cláudio Reis. “A irrigação é um investimento que traz segurança e tranquilidade. Ele é o coroamento da combinação de uma série de fatores que precisam ser considerados, como o cuidado com o solo”, afirmou Reis. Foram ainda repassadas orientações sobre políticas públicas e formas de acesso ao crédito para a implantação de sistemas de irrigação.

Além da atividade leiteira, a família investe na produção de grãos. Diante disso, investiu na construção de quatro silos de alvenaria com capacidade para secagem e armazenagem de até 10 mil sacas. Os princípios do sistema de secagem com ar natural, com projeto elaborado pela Emater/RS-Ascar, foram apresentados na estação coordenada pelo assistente técnico regional em Manejo de Recursos Naturais, Fernando Dornelles Fagundes.

O prefeito de Giruá, Ruben Weimer, que acompanhou a atividade, afirmou estar “encantado com o trabalho realizado pela Emater e pela família, servindo de inspiração para muitos agricultores, revertendo-se no desenvolvimento das famílias e da economia do município”.

A trajetória da família Falabretti Camargo
Rosane relata que a família conta com a Assistência Técnica da Emater/RS-Ascar desde 1985, quando se instalou na propriedade. Ao longo da história, sempre buscaram produzir o máximo dos alimentos que consomem na propriedade, qualificando e adaptando os aspectos produtivos à realidade do mercado.

O leite foi introduzido comercialmente no início dos anos 90. Desde então buscaram se profissionalizar, melhorar o plantel e adquirir equipamentos para que melhorar as condições de trabalho. Paralelamente, investiram na produção de grãos, buscando novas tecnologias e a secagem e a armazenagem na propriedade.

O cuidado com a gestão da propriedade sempre foi levado em conta e intensificado com o acompanhamento do PGSAF. Todo este contexto fez com que a sucessão familiar se consolidasse. “Nós e os filhos sempre trabalhamos como parceiros. Os filhos não são nossos empregados, eles têm participação nas decisões e têm renda própria”, destacou Rosane. Ela ressalta ainda que a família vislumbra, além do lucro, o bem-estar.

Para a extensionsita social Helena Sandri, as metas tendem a ser alcançadas pela resiliência da família, que busca capacitação e conhecimento, uma vez que os integrantes participam de cursos, dias de campo e momentos de intercâmbio de informação com técnicos e outros agricultores.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional Santa Rosa
Jornalista Deise A. Froelich 

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