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22/11/2017

Marinha da Argentina admite que busca por submarino entrou em 'etapa crítica'

Marinha da Argentina admite que busca por submarino entrou em 'etapa crítica'

A Marinha da Argentina admitiu na terça-feira (21) que as buscas pelo submarino ARA San Juan entraram em uma etapa crítica. Nesta quarta-feira (22), dia em que completam sete dias do último contato da embarcação, há sinais de um crescente pessimismo, segundo o jornal “La Nación”.

"Estamos no 6º dia e cada vez que entramos em um estágio mais crítico", disse na terça-feira o capitão Enrique Balbi, reconhecendo as dificuldades para o submarino renovar seu oxigênio se estiver, como se acredita, submerso.

A Marinha da Argentina afirma que a embarcação, com 44 tripulantes a bordo, possui capacidade para armazenar oxigênio e se manter submerso por sete dias no total, segundo informações da agência alemã Deutsche Welle. Nesta quarta, a Marinha deve fazer um novo pronunciamento.

Ainda na noite de terça, circulou uma informação de que um objeto foi encontrado a 300 km da costa e a cerca de 70 metros de profundidade, ainda segundo o “La Nación”. No entanto, a Casa Rosada e Marinha não confirmaram se tratava do submarino desaparecido.

O ARA San Juan manteve contato com a base pela última vez na manhã de quarta-feira (15), quando estava no sul do Mar Argentino, a 432 km da costa patagônica do país. Gabriel Galeazzi, um comandante naval, disse aos repórteres que o submarino veio à tona e comunicou um problema elétrico antes de sumir.

Segundo relato do "La Nación" o problema teria sido provocado pela entrada de água no momento em que seria usado o sistema usado pelo submarino para subir até a superfície, conhecido como snorkel.

A imprensa argentina definiu os esforços de busca do submarino como "sem precedentes" no país. De acordo com o jornal argentino "Clarín", quatro embarcações submergíveis pertencentes à Marina dos EUA, pilotadas por controle remoto, foram colocadas em ação.

A Fragata Rademaker, pertencente à Marinha do Brasil, também foi deslocada para as buscas na Patagônia, segundo o Ministério da Defesa argentino.

Fonte: G1 

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