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16/02/2017

Jayme Monjardim roda em Porto Alegre filme sobre solidariedade

Jayme Monjardim roda em Porto Alegre filme sobre solidariedade

Foi em Porto Alegre que Jayme Monjardim encontrou sua turma. O diretor de novelas e minisséries da Globo (a exemplo de A Casa das Sete Mulheres) e de filmes como Olga (2004) e O Tempo e o Vento (2013) está na cidade até o final deste mês para rodar seu próximo longa-metragem. Trata-se de O Avental Rosa, mais uma história com ¿boas mensagens¿, ao estilo de O Vendedor de Sonhos (2016), trabalho anterior do cineasta.

– Este é um filme sobre pessoas que vivem para os outros. Estamos em um momento terrível, em que é preciso divulgar boas mensagens, e o filme vem com essa intenção – diz o diretor.

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Todas as imagens estão sendo captadas na capital gaúcha, com locações na Associação Cultural Vila Flores e nos hospitais Parque Belém e Moinhos de Vento. A escolha dos lugares não tem qualquer relação com o roteiro, pois a história se passa em uma cidade genérica, sem nome citado. Porto Alegre entrou no projeto depois que Monjardim, munido de um orçamento de R$ 3 milhões, partiu em busca de uma produtora. Foi no Rio Grande do Sul, com a Accorde Filmes, que encontrou uma equipe disposta a levar o projeto a cabo.

– Para fazer um filme, ou se tem muito dinheiro, ou se tem uma turma. O que falei para o Jayme é que eu tinha uma turma para o filme dele – conta Paulo Nascimento, da Accorde (e também diretor de filmes como Em Teu Nome).

Em tom de brincadeira, Nascimento afirma que quer fazer de Porto Alegre ¿a Vancouver brasileira¿:

– Quero que as pessoas venham para cá para filmar, porque aqui há estrutura e gente preparada, mais ou menos como acontece com os norte-americanos, que vão para Vancouver rodar seus projetos. Já filmamos em Porto Alegre um longa que se passava todo em São Paulo, com apenas duas diárias na capital paulista.

 

Diretor quer transformarfilme em série para a TV

O Avental Rosa conta a história de Alice, viúva que trabalha como cuidadora de pacientes terminais em três hospitais. Envolvida com as dificuldades dos doentes, ela negligencia a própria vida, cada vez mais solitária. O mote do filme é o desenvolvimento do cuidado da personagem de meia-idade consigo mesma.

Monjardim admite jamais ter conhecido uma mulher como Alice, mas tem certeza de que ¿existem muitas por aí¿. O diretor afirma que deverá conhecê-las na medida em que as filmagens avançarem, podendo incluir imagens dessas pessoas ao final do filme.

O realizador aproveitou a primeira coletiva de imprensa do filme, em Porto Alegre, na semana passada, para falar do potencial transformador de sua história, escrita em parceria com a roteirista Claudia Netto. Se não fosse sediada em um tradicional hotel cinco estrelas, a coletiva poderia ser confundida em alguns momentos com um bate-papo do Fórum Social Mundial, com o slogan ¿um outro mundo é possível¿.

– Vou aproveitar o meu cinema para ajudar. Se eu puder mudar o mundo, vou mudá-lo – declarou Monjardim.

Cyria Coentro, atriz que está dando vida à protagonista, também não escondeu sua admiração pela personagem:

– Alice retrata o amor solidário, para quem precisa. É uma personagem regida pelo signo do amor.

Se depender de Monjardim, o amor de Alice deve invadir não apenas os cinemas, mas também os lares brasileiros. Há a perspectiva de que o longa dê origem a uma série de televisão sobre pessoas que se dedicam a ajudar outras.

– Gostaria de lançar uma campanha quando o filme estiver pronto, de que quem tiver um avental rosa pode ajudar outras pessoas. Quero transformar o avental rosa em um símbolo do amor ao próximo. É um sonho, um delírio? Sim, mas alguém tem que lutar por isso. Essa será minha bandeira daqui para frente – anuncia Monjardim.

 Fonte: zerohora.com 

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